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By JOSÉ RIBEIRO FERREIRA

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160-171 analisa essa dupla visão da cidade em Sophia. 33 longínqua dos pinheiros. Trata-se sem dúvida da visão positiva da natureza face ao carácter disfórico e negativo que a cidade, de modo geral, apresenta na obra de Sophia: cidade-negação ou espaço de negação do silêncio, da paz, da liberdade, da comunicação. A cidade suja com seus «restos de vozes e ruídos, / Rua triste à luz do candeeiro / Que nem a própria noite resgatou»12. Percorrida por «terrível atroz imensa / Desonestidade», nela vive um mundo sub-reptício, escondido, onde «há um murmúrio de combinações», onde o «mal procura o mal» e, toda «sabor a coisa morta», essa cidade «bate à nossa porta», como refere o poema “Cidade dos outros”, publicado em Geografia (p.

19): de um lado o mundo sórdido que promove a denúncia, a agiotagem, o farisaísmo, o abonecamento da mulher, denunciado na estrofe inicial; de outro a natureza – a «limpidez da terra», o vento, o mar – que permite a busca da própria autenticidade e integridade, de reencontro consigo, expresso na última e terceira estrofe. No poema há também, como no anteriormente analisado, uma separação formal entre a «sordidez do mundo» e a autenticidade da natureza, aqui bem marcada pela estrofe central, um dístico, onde com nitidez se contrapõe, em paralelo, «Eu me perdi na 48 sordidez do mundo», que repete quase palavra a palavra o primeiro verso da estrofe inicial – que, como vimos, denuncia os malefícios da vida mundana – e «Eu me salvei na limpidez da terra», explicitado depois na terceira e última estrofe.

Mais uma vez a noção de fusão com o mar, expressa no desejo de identificação das suas mãos com as «ondas escuras». Algo de idêntico acontece numa composição que tem como primeiro verso «Dia do mar no ar, construído» – um poema de Coral (p. 18), todo construído com imagens e metáforas colhidas no mar ou na vida e fauna marinhas – em que os gestos deslizam entre «o animal e a flor como medusas» ou são gaivotas que rolam «sobre as ondas» e se perdem «sobre as nuvens»: Dia do mar no ar, construído Com sombras de cavalos e de plumas Dia do mar no meu quarto – cubo Onde os meus gestos sonâmbulos deslizam Entre o animal e a flor como medusas.

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